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"Mulher escrevendo no notebook"
Mas já disseram que é um diretor de RH fazendo atividades lúdicas da Conceito Lazer
Diversas organizações sofrem de uma doença chamada “miopia gerencial”, que se manifesta como uma deficiência que impede uma visão mais larga e longa, concentrando o foco apenas naquilo que está perto e no curto prazo.
O excessivo imediatismo e a busca de resultados de curto prazo “custe o que custar” (e acaba custando muito...), prejudicam e até impedem ações de desenvolvimento, comprometendo o futuro da instituição e prejudicando as melhorias. Os potenciais ficam sempre subutilizados.
Em geral as organizações não contabilizam os custos ocultos de um modelo gerencial superado. Empresas que praticam políticas consistentes de gestão de pessoas e equipes têm sistematicamente lucratividade mais alta. Dados da FIPECAFI, um órgão da Universidade de São Paulo, indicam que as 10 melhores empresas para se trabalhar em 2003 tiveram 20,7% de rentabilidade sobre o patrimônio líquido, contra apenas 12,4% nas 500 maiores empresas. Só aí, por estar numa ou em outra classificação já se vão 8,3% de lucratividade. Numa época de mercados tão competitivos, isto faz muita diferença!
Há custos que dificilmente são detectados nos relatórios das organizações, e a lista abaixo pode ajudar a mapear situações que “sugam” a lucratividade. São o “triângulo das Bermudas” que rebaixam resultados e fazem com que as metas não sejam atingidas. Faça as contas de quanto custa anualmente para sua organização:
Ufa, chega!!! Esta lista poderia ser estendida, mas já ilustra que a pouca atenção a estes itens causa prejuízos diretos e imediatos para a organização.
Organizações gerencialmente avançadas conseguem superar estas dificuldades investindo na dimensão humana, tratando gente como gente (e não com recursos), tendo especial atenção nos líderes, que podem construir ou destruir o espírito de equipe e a boa comunicação. A relação benefício/custo destas ações se mostra extremamente positiva.
Um primeiro passo concreto para identificar áreas de melhorias é a Pesquisa de Clima, identificando um quadro preciso dos reais sentimentos e gargalos comportamentais da organização. Mais importante que identificar é o conjunto de ações decorrentes da Pesquisa, a Gestão do Clima Organizacional.
A empresa como um todo se beneficia com investimentos nas suas lideranças, pois o seu comportamento (e não os seus discursos) é a principal referência para o comportamento dos liderados.
As ações possíveis na dimensão humana são muitas e quando alinhadas às estratégias da empresa, trazem benefícios imediatos às organizações e ao seu pessoal, melhorando resultados e trazendo mais qualidade de vida ao seu pessoal.
Gustavo G. Boog
Gustavo C. Boog é Consultor e Terapeuta Organizacional, conduzindo projetos de elevação da competência pessoal, grupal e empresarial. Para contato: info@boog.com.br / www.boog.com.br
Copyright 2005 - Gustavo G. Boog
(reproduzido sob permissão)
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